“Já fui mais doce, já fui mais meiga, já fui mais delicada, já fui mais prestativa, já fui mais compreensiva, já fui mais paciente, já fui mais carinhosa. Só que eu cansei de ser boba, cansei de ser feita de idiota e agora me tornei essa menina amarga, fria e impaciente que você está vendo.
“Não confio em quem não olha nos olhos e abraça mole. Acho que falta mais olho no olho na vida. As pessoas mal se olham nos olhos, mal se cumprimentam, mal se beijam. Selinho é bom, mas beijo de língua é melhor ainda. Tapinha no ombro não me seduz, gosto mesmo é de abraço apertado, abraço quentinho, abraço bem abraçado. Não gosto de quem oferece o rosto, gosto do barulhinho do beijo estalando na bochecha, todo oferecido, bem exibido. As pessoas ficam hesitando, não querem se dar. Mas a gente tem que se dar por inteiro. Ficam nesse vou-não-vou, quero-não-quero. Tem que querer, rir, ir. Sem medo, sem cobrança, sem procurar motivos. Mesmo porque os motivos só aparecem bem lá na frente. Uma hora a vida resolve nos dar explicações, mas não tente procurar agora, esse não é o momento. Não dá pra ficar se questionando. Eu sei, sei que a gente questiona, que os pontos de interrogação rondam a cabeça e o coração. Mas sossega, aquieta o pensamento, deixa os sentimentos chegarem, ficarem, se instalarem. Para, então, você viver de forma mais plena e feliz.
“Eu tô aqui, sabe? Pra conversar, brigar, rir, fazer loucuras. Não precisa me contar o que aconteceu ou porque você tá mal. Só me deixa tentar colocar um sorriso no seu rosto.

Aquilo que foi bom, repita. Aquilo que foi ruim, esqueça.
(via c-0ringa)